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terça-feira, 26 de novembro de 2013

Ronaldo

Para constatar tal fato, basta dar uma olhada nos números da última Mega Sena da Virada, cujo prêmio foi o maior já pago pela loteria da Caixa, totalizando R$ 244,7 milhões. Cruzando os dedos para ganhar o prêmio, as pessoas correram para as lotéricas e foram vendidos mais de 85 milhões de bilhetes.
Claro que nem todos tiveram a sorte de conquistar a bolada em apenas um dia. Foram apenas três sortudos. E o que será que eles fizeram com o prêmio? Gastaram tudo ou usaram de modo consciente? Bom, a verdade é que nem sempre ser rico significa esbanjar o dinheiro. Muitos ricos, por sinal, têm perfil conservador.
É o caso do empresário e ex-jogador de futebol Ronaldo Nazário, o Fenômeno. O patrimônio conquistado não veio fácil e ele prefere guardar o dinheiro para que não seja desperdiçado, mas sim ainda mais valorizado. Em entrevista ao jornal Valor Econômico, Ronaldo afirma que deixa 80% do patrimônio aplicado em bancos. "Sou muito conservador, fiz poucos investimentos na minha vida. Tenho uma equipe de economistas que fica na Espanha e nos encontramos duas vezes por ano para traçar o planejamento e as estratégias dos investimentos. Mas a minha orientação é ser sempre conservador", disse Ronaldo ao "Valor". Com 20% do que ganhou, Ronaldo investe na empresa de marketing esportivo 9ine e em imóveis.
A decisão de Ronaldo em aplicar apenas uma pequena quantia em ações mostra que vale a pena separar apenas uma parte para investimentos mais agressivos devido às oscilações do mercado. "É um setor que pode estar bem num dia e em outro estar mal. Para obter lucro tem que estar ligado todo dia, e eu não tenho tempo", disse Ronaldo ao jornal.
O exemplo de Ronaldo propõe uma reflexāo sobre o modo de como usar o dinheiro a seu favor. Antes de gastá-lo ou arriscá-lo vale uma pausa e um pouco de informação. Para quem quer investir em ações, a dica é acessar o site da BM&FBOVESPA na área de simuladores, onde é possível entender como funciona o mercado de ações, derivativos e títulos públicos. Os simuladores possibilitam aos iniciantes realizar diversas operações, aplicando os conceitos básicos do mercado e mostrando como é o dia a dia de uma Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros.

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financeiramente compatíveis

Porém, há um detalhe que muitas vezes passa despercebido: vocês são financeiramente compatíveis?
Um é super econômico,  o outro adora gastar. Um tem prazer em planejar, o outro gosta de viver o dia a dia. Qual é o perfil de vocês? Fizemos um levantamento para você avaliar se o seu parceiro é financeiramente equilibrado e compatível, ou se você está em uma enrascada financeira. As dicas são simples, mas importantes.
- As aparências não enganam: o seu parceiro gosta de impressionar? Usa objetos caros e gosta de ir a restaurantes de alto luxo? Frequentemente vive um estilo de vida acima da sua real situação financeira? Observe com atenção, pois você pode estar diante de uma pessoa endividada. Lembre-se: os verdadeiros ricos, em sua maioria, são pessoas discretas. 
- Diz-me como pagas tuas contas e te direi quem és: como o seu parceiro costuma pagar as contas? À vista? Parceladas? No cartão de crédito? Pagar sempre em dinheiro pode parecer um bom sinal, mas pode também significar falta de crédito na praça. Não existe uma regra, mas é bom prestar atenção.
- Memória fraca: o seu parceiro frequentemente esquece que ainda está pagando um parcelamento e já contratou outro? Ele não tem ideia de preço, nem de quanto paga pelos itens de compra? Bom, não é preciso dizer onde isso vai parar.
- Carpem Diem: o que importa é curtir o dia de hoje. O futuro, a Deus pertence. Se você é adepto do planejamento a longo prazo, essa relação realmente não terá muito futuro.
- Em mão fechada, não entra nem ar: o seu par é econômico. Extremamente econômico. Está sempre procurando maneiras de economizar algumas moedinhas. Isso pode até significar querer levar vantagem sobre outras pessoas. Cuidado: nem 8, nem 80. O ideal é ser ponderado e não exagerado.

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Você faz o dever de casa dos seus filhos junto com eles?

Você faz o dever de casa dos seus filhos junto com eles? Já pensou que essa pode ser uma boa forma de você se aproximar das crianças e de participar do desenvolvimento delas, além de evitar gastos, como os citados a seguir.
Quando apresentam algum problema na escola, seja de aprendizado, seja de relacionamento, isso significa que alguma coisa não está indo muito bem.
Fazer o dever de casa junto é um bom modo de dar atenção a seus filhos, de estar junto deles e de se aproximar do universo escolar, auxiliando-os a superar as questões que os afligem.
Os pais não devem fazer as tarefas pelos filhos, mas apenas guiá-los e acompanhá-los com atenção, paciência e carinho. É importante deixar que a criança faça o próprio dever, que ela aprenda a fazer por si só e que se sinta capaz de realizar essa tarefa, pois isso vai contribuir para a sua segurança e autoestima. Essa autoestima, inclusive, é uma boa defesa em relação ao consumismo, tanto em relação aos filhos quanto aos próprios pais. Muitas pessoas enxergam o consumo como uma válvula de escape; uma tentativa de suprir, com bens materiais, uma lacuna afetiva que, no fundo, jamais será suprida desta forma.
Além do bem-estar que o acompanhamento traz para o seus filhos, fazer o dever junto deles também pode trazer outros benefícios para o seu bolso. Ao auxiliá-los com carinho e dedicação você pode evitar a contração de aulas particulares ou até os custos de uma reprovação, por exemplo.
E então? Que tal ajudar seu filho ou filha com a tarefa hoje? No início, se você não tem o costume de fazê-lo, pode ser que eles estranhem um pouco, mas não se desanime. Insista e vá em frente. Você vai perceber que logo, logo pode ter momentos muito felizes com as crianças.

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Dinheiro


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“Se não há dinheiro para o jantar romântico, o problema é percebido como falta de romantismo. Se não há dinheiro para comprar roupa nova, o problema é visto como desleixo. Se não há dinheiro para levar as crianças ao parque, o problema é considerado como falta de carinho”, bem descreve o autor.
A palavra-chave para salvar o seu romance desse cruel vilão é: prevenção. Conversar sobre dinheiro não vai fazer você parecer mesquinho, mas sim bem preparado para o futuro. Um futuro juntos. Façam planos em conjunto. Nada mais romântico do que planejarem juntos uma viagem para daqui a um ano. Demonstra que vocês estão apostando, inclusive financeiramente, no sucesso da relação. E isso vira um círculo virtuoso. Em breve vocês estarão planejando o casamento, a compra do primeiro imóvel, a chegada dos filhos... Crescer financeiramente juntos traz estabilidade e maturidade para o casal.
Em uma série de pequenas conversas ou apenas uma longa, é importante discutir a forma de como vocês veem o dinheiro e como ele tem feito parte da vida de vocês. Você não vai querer sonhar com a casa própria para depois descobrir que o parceiro se opõe à ideia de possuir uma propriedade. O segredo é conversar, ter comprometimento e não culpar o outro por fatores que estão fora de seu controle. Pensamento positivo: se vocês souberem lidar com problemas financeiros, isso significa que terão jogo de cintura para enfrentar outras situações difíceis – e sairão dessa fortalecidos.
Outro detalhe importante: é fundamental que o casal esteja alinhado nas decisões de com o quê gastar, como economizar e quanto investir. Se apenas um exerce controle sobre as finanças, o outro pode acabar sentindo-se excluído e impotente. É bacana que vocês decidam juntos quem paga o quê – e como.
Lembre-se sempre: é o planejamento o que ajuda a formar a base onde se constrói o futuro do casal.

Rodapé da nota fiscal

É que entra em vigor a Lei 12.741, que determina que os tributos incidentes sobre os produtos e serviços devem ser explicitados na nota fiscal.
Pela nova legislação, sete tributos que influenciam o preço de venda de produtos e serviços -ICMS, ISS, IPI, IOF, PIS/Pasep, Cofins e Cide- serão usados no cálculo do percentual que aparecerá na sua nota fiscal. A informação nova está sendo inserida no rodapé das notas fiscais, onde haverá o texto “total de impostos pagos”, com o valor nominal e em percentual. Além de estar presente na nota fiscal, a informação referente aos impostos incidentes também pode constar em um painel afixado em local visível para cada mercadoria ou serviço.
No caso dos serviços financeiros, as informações sobre os tributos deverão ser colocadas em tabelas fixadas nos pontos de atendimento, como agências bancárias. O IOF deverá ser discriminado somente para os produtos financeiros, assim como o PIS e a Cofins, somente para a venda direta ao consumidor. As empresas que não cumprirem poderão sofrer multa e cassação de licença.
Lojas como Riachuelo, Renner e a Telhanorte já começaram a emitir notas fiscais com o valor dos impostos incidentes discriminado de forma experimental, usando como fonte os dados e alíquotas fornecidas pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). O Pão de Açúcar já está em fase de implantação do sistema. O IBPT disponibiliza dados sobre a carga

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Serviços que os bancos não podem cobrar

Desde 30 de abril de 2008, quando entrou em vigor a nova regulamentação editada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e pelo Banco Central (BC), houve alteração no disciplinamento das cobranças de tarifas pelas instituições financeiras.
Em 2010, por meio da resolução 3.919, os serviços prestados às pessoas físicas pelas instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo BC foram classificados em quatro modalidades: serviços essenciais, que não podem ser cobrados; serviços prioritários, podendo ser cobrados os serviços constantes da Lista de Serviços da Tabela da norma; e serviços diferenciados: aqueles que podem ser cobrados desde que explicitadas ao cliente ou ao usuário as condições de utilização e de pagamento.
Portanto, não podem ser cobrados os seguintes serviços essenciais relativos à conta corrente de depósito à vista:
- fornecimento de cartão com função débito;
- fornecimento de segunda via do cartão de débito, exceto nos casos decorrentes de perda, roubo, furto, danificação e outros motivos não imputáveis à instituição emitente;
- realização de até quatro saques, por mês, em guichê de caixa, inclusive por meio de cheque ou de cheque avulso, ou em terminal de autoatendimento;
- realização de até duas transferências de recursos entre contas na própria instituição, por mês, em guichê de caixa, em terminal de autoatendimento e/ou pela internet;
- fornecimento de até dois extratos, por mês, contendo a movimentação dos últimos 30 dias por meio de guichê de caixa e/ou terminal de autoatendimento;
- realização de consultas mediante utilização da internet;
- fornecimento, até 28 de fevereiro de cada ano, do extrato consolidado, discriminando, mês a mês, os valores cobrados no ano anterior relativos a tarifas;
- compensação de cheques;
- fornecimento de até dez folhas de cheques por mês, desde que o cliente reúna os requisitos necessários à utilização de cheques, conforme a regulamentação em vigor e condições pactuadas; e
- prestação de qualquer serviço por meios eletrônicos, no caso de contas cujos contratos prevejam utilizar exclusivamente meios eletrônicos.
Outras informações sobre bancos e seus serviços podem ser obtidas no site do Banco Central (www.bcb.gov.br) na área Cidadão.

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Ser empresário

O item mais importante para minimizar as chances de insucesso é, definitivamente, o planejamento. Confira as nossas dicas e não arrisque suas economias!
Profissionalize-se
Não basta querer e ter ideias para ser um bom empresário, é fundamental ter noções básicas de administração. Para ajudá-lo, existe o Sebrae. Considere-o seu consultor mais importante na hora de montar o negócio próprio.
Pesquisa de mercado
Avalie os concorrentes e a demanda.  Não adianta abrir uma sorveteria num bairro que está cheio delas. Nem, tampouco, num local cuja temperatura média varia de “super fria” para “quase nevando”. Busque nichos de mercado. Setores onde você terá nenhum ou poucos concorrentes e muita demanda.
Plano de negócios
Ao fazer um plano de negócio você transforma ideias em um documento escrito, com metas e dados financeiros, mostrando como atingir estrategicamente cada ponto importante do futuro negócio, o que aumenta bastante suas chances de sucesso. Aqui é onde você deve se perguntar se conseguiria executar a estratégia necessária para conseguir se destacar no segmento em que pretende entrar. E, lembre-se, quanto mais informações de qualidade, maior será a semelhança do seu plano com a realidade.
Mãos à obra, que lá vem a burocracia!
Depois de toda análise do cenário, é hora de abrir o próprio negócio. Fique atento às normas legais. Os seguintes passos e documentos são imprescindíveis:
Documentos necessários:
- Contrato social ou requerimento de empresário individual ou estatuto (3 vias).
- Copia autenticada de RG e CPF do titular ou dos sócios.
- Requerimento padrão (capa da junta comercial), em uma via.
- FCN (Ficha de Cadastro Nacional) modelo 1 e 2, em uma via.
- Pagamento de taxas através de DARF.
Passos necessários:
- Registro na Junta Comercial – o nascimento;
- Registro na Receita Federal do Brasil – CNPJ;
- Registro na Prefeitura – alvará de funcionamento e ISSQN;
- Registro na Secretaria Estadual da Fazenda – Inscrição Estadual.
É importante saber que contratar um bom contador é obrigatório neste processo. Ele ajudará na constituição e manutenção da sua empresa.
Boa sorte!

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Carga alta

Mais de 47% do seu preço vai direto para os cofres públicos em forma de impostos. Achou pesado? Então imagina se você soubesse que a carga tributária incidente sobre um perfume importado é de 78,43%, de um aparelho de MP3 ou Ipod é de 49,45%, da bicicleta é 45,93%, e dos brinquedos, 39,70%. O videogame traz a maior carga tributária entre os eletrônicos, com 72,18%.
“Quando se fala em isonomia tributária, igualdade ou capacidade contributiva, a ideia primordial é justamente esta: tributar com maior carga a renda e a propriedade, que pressupõem uma melhor condição financeira do contribuinte, e desonerar a tributação sobre o consumo. Diminuindo a carga tributária sobre produtos destinados ao consumidor final, há um incentivo para a população adquirir mais mercadorias, e isto, consequentemente, ajudaria no desenvolvimento da economia regional”, explica a vice-presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), Letícia Mary Fernandes do Amaral. “Como no Brasil há uma tributação excessiva sobre o consumo, IPI, PIS/COFINS, ICMS, além dos demais tributos incidentes nas atividades do fornecedor, o preço final é extremamente alto, se comparado ao preço que o produto teria sem essa tributação”, completa.
Em 2013, pela quarta vez seguida, o Brasil aparece entre os 30 países do mundo que mais cobram impostos. Também pela quarta vez, o país ocupa a lanterna em termos de qualidade dos serviços públicos prestados à população.
Monitoramento
Uma novidade tem ajudado o contribuinte a ter noção do peso diário dos impostos no seu bolso. O sitewww.lupanoimposto.com.br  traz informações sobre tributação de produtos e serviços. A nova ferramenta eletrônica, desenvolvida pelo IBPT, permite consultar o valor real de cada item, descontados os valores dos tributos nele incidentes. Para fazer a consulta, basta se cadastrar, incluir o nome do produto e o preço pago, e o sistema fará o cálculo dos valores e impostos. Será possível, ainda, gerar listas de produtos e imprimir etiquetas do valor total com e sem os impostos.
O programa “Lupa no imposto” teve tanto sucesso que migrou para os smartphones, com o nome de “Na Real”. O “Na Real” é um aplicativo baixado da internet direto no celular. Para utilizá-lo, o usuário deve digitar o nome do produto e o preço. Logo, será calculado o custo da tributação indireta e a informação será apresentada com o percentual do tributo e o valor recolhido aos cofres públicos. Alguns exemplos: açúcar (32,33%), iogurte (33,06%), pão de forma (16,86%), protetor solar (41,74%)
De acordo com a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), o valor pago pelos brasileiros em 2013 em impostos federais, estaduais e municipais desde o primeiro dia do ano superou, no último dia 6/5, por volta das 6h, os R$ 600 bilhões. A marca foi atingida com 16 dias de antecipação em relação ao ano passado, quando esse valor só foi alcançado no dia 22 de maio.

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Carteira de investimeos internacional

Já imaginou ser co­proprietário de grandes empresas como Lojas Americanas e Pão de Açúcar? Para chegar ao ponto mais alto de uma companhia aberta não é necessário passar décadas subindo degraus corporativos. Basta abrir conta em uma corretora de valores, encontrar uma boa empresa a um preço razoável e enviar uma ordem de compra. Empolgante, não? Imagine, então, ser dono de pedacinhos de multinacionais estrangeiras superbadaladas como Google, Coca­Cola e Walmart.
Acha que para isso é necessário abrir conta em uma corretora estrangeira e aprender a operar na bolsa de lá (e, o que é pior, ter de se informar sobre confusos acordos tributários internacionais)? Pois saiba que é possível negociar ações dessas companhias através de uma corretora brasileira, na própria BM&FBovespa.
As ações de empresas estrangeiras negociadas na bolsa brasileira chamam­se Brazilian Depositary Receipts (BDRs), ou certificados de depósito brasileiro. Não têm nada a ver com os CDBs, mas são análogos às ações de empresas brasileiras negociadas nas bolsas estadunidenses. Vale a pena visitar a página: http://www.bmfbovespa.com.br/cias­listadas/Mercado­Internacional/Mercado­Internacional.aspx para aprender um pouco mais sobre o assunto e conhecer os BDRs à venda no mercado.
A bem da verdade, este é de um mercado incipiente e um pouco hostil para a maioria dos investidores, mas vale a pena ao menos conhecê­lo. Incluir ações de companhias estrangeiras em sua carteira pode ser uma ótima estratégia, pois a diversificação internacional ajuda a diminuir o risco de seus investimentos como um todo.
Os BDRs são divididos em dois grupos, as não patrocinadas e as patrocinadas, que se subdividem em três níveis. Dos 82 BDRs atualmente existentes, 70 são não­ patrocinados, acessíveis ao pequeno investidor apenas por meio de fundos de investimento (até o momento, o único fundo desse tipo é o  Bradesco FIC FIA BDR Nível I, lançado no final de 2012). É nessa categoria que se encontram empresas como Apple, Ford e McDonald’s. Dentre os 12 BDRs patrocinados, 9 estão no Nível III, o mais rigoroso em termos de cumprimento da legislação brasileira e, portanto, o menos arriscado para as pessoas físicas. As empresas que atualmente se encontram nessa categoria não são tão famosas, mas a lista inclui nomes relativamente conhecidos como Agrenco e Dufry. Investir nessas empresas é tão simples quanto investir em empresas brasileiras: basta anotar o código de suas ações e utilizá­los para dar ordens à sua corretora.
Em tempo: este artigo tem objetivo meramente informativo, não devendo ser considerado sugestão de investimento. Além dos riscos típicos do investimento em ações, os BDRs possuem riscos adicionais como o cambial. Mesmo que o preço das ações de uma empresa subam no mercado internacional, uma variação cambial desfavorável pode fazer com que o preço do BDR correspondente caia. Antes de tomar qualquer decisão de investimento, consulte um planejador financeiro ou um consultor de investimentos

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qualificação

Chega um momento na vida profissional em que a qualificação adicional é necessária, seja por um desejo pessoal ou exigência do trabalho. A educação à distância surge como uma opção mais acessível financeiramente, porque não é necessária infraestrutura física para abrigar os alunos; flexível, pois você faz seu horário de estudo e o encaixa na sua rotina; e é reconhecida pelo Ministério da Educação.
Existem várias opções de graduação e pós graduação à distância em instituições renomadas como a Fundação Getúlio Vargas – FGV e a maioria das universidades públicas. A qualificação à distância facilita o acesso dos estudantes a cursos conceituados independentemente da localização geográfica.
A psicóloga Leila Aranha escolheu essa modalidade de especialização justamente pela falta de tempo para frequentar um curso presencial. Uma das vantagens apontadas é a oportunidade de estudar no momento possível, bem como acessar o material e enviar dúvidas ao professor a qualquer tempo pela internet. As desvantagens, segundo a psicóloga, envolvem a disciplina para manter o ritmo dos estudos sem estímulo externo, e ausência de interação pessoal com os colegas. Uma dica é ler o material assim que ele é disponibilizado, para evitar atrasos, e atentar às leituras complementares sugeridas para reforçar o aprendizado.
Para finalizar, Leila recomenda que antes de se matricular em um curso à distância, o aluno pesquise a instituição, confirme o reconhecimento do título de graduação ou pós-graduação pelo Ministério da Educação e avalie o currículo dos professores.

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PRI (Principles for Responsible Investment)

Como grandes investidores, os fundos de pensão têm uma grande responsabilidade nas decisões de investimento. Afinal, o impacto não se dá apenas nos resultados financeiros da Instituição, mas na economia do país, no campo social, ambiental, etc. Pensando nisso, grandes Fundos de Pensão como FUNCEF, Postalis e Petros assinaram os Princípios para o Investimento Responsável - também conhecidos pela sigla PRI (Principles for Responsible Investment), da sigla em inglês.
Esses Princípios foram criados por investidores selecionados pela ONU e lançados na Bolsa de Valores de Nova York e na Bovespa, em 2006. Eles reforçam seis compromissos básicos de grandes investidores:
1.  Incorporar os fatores ambientais, sociais e de governança coorporativa nas análises de investimento e nos processos de tomada de decisão;
2.  Incentivar a adoção dos fatores ambientais, sociais e de governança coorporativa nas políticas e práticas das empresas;
3.  Buscar a transparência nas empresas que recebem investimento;
4.  Promover a implementação desses princípios no mercado de investimentos;
5.  Trabalhar para reforçar a eficiência na implementação desses princípios;
6.  Divulgar e informar os progressos implementados.
Em resumo, não basta que um investimento seja rentável: ele deve estar vinculado a uma cadeia de produção limpa, sem mão de obra forçada ou exploração ilegal da natureza. Ao adotarem esses procedimentos, espera-se que os signatários do PRI influenciem as empresas a melhorarem seus desempenhos na área ambiental, social e de governança corporativa. Para o participante, inclusive, isso representa mais segurança, pois empresas e projetos que primam pela responsabilidade socioambiental tendem a ser mais sustentáveis, ou seja, mais perenes.

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Aposentadoria

O estilo de vida na aposentadoria depende do planejamento feito hoje. “Quanto mais cedo a pessoa se programar, mais tranquila ela ficará no futuro”, destaca o especialista em finanças Mauro Azevedo. De acordo com ele, quem pode contar com o apoio de entidades fechadas de previdência complementar, mais conhecidas como fundos de pensão, tem a possibilidade de se programar de forma mais efetiva para essa fase da vida.
“Esses planos funcionam como verdadeiros parceiros de quem pretende se aposentar de forma tranquila, sem depender unicamente dos benefícios da nossa Previdência Social.”
Azevedo explica que as entidades fechadas de previdência complementar são criadas por empresas preocupadas com o bem-estar dos funcionários. Por não terem fins lucrativos, todos os recursos desse plano são investidos no próprio fundo. Nele, o usuário encontra taxas menores de gestão financeira e ainda recebe as contribuições das patrocinadoras numa conta em seu nome. “Em muitos casos, as empresas costumam fazer uma paridade de contribuição ‘de um para um’. Para cada R$200 que se deposita, as patrocinadoras aplicam o mesmo montante.”
Apesar das facilidades oferecidas pelas patrocinadoras, é importante avaliar se os valores investidos mensalmente nesse fundo são capazes de manter, na aposentadoria, o estilo de vida desejado.
Se a resposta for ‘não’ ou ‘não sei’, o ideal é começar a se programar desde já. Sem planejamento, a vida financeira pode se desestabilizar e a pessoa se encontrar diante de situações inesperadas. Por isso, rever as contribuições é uma ótima alternativa para garantir uma renda extra no futuro. “Faça a simulação. Caso o valor final não seja suficiente para arcar com todas as despesas, o ideal é fazer um replanejamento o quanto antes”, completa o especialista.

Autenticidade

A cena é comum: o cidadão recebe a nota como troco ou pagamento e a coloca diretamente no bolso ou na carteira sem conferir a veracidade do dinheiro. No entanto, hábitos simples, como checar os principais itens de segurança e, se possível, comparar a cédula com outras de mesmo desenho, podem evitar prejuízos.
“Muitas pessoas evitam fazer a conferência do dinheiro no ato do recebimento por acharem o gesto indelicado ou constrangedor. Mas não é”, destaca o especialista em direito do consumidor Ricardo Bessa.
Nas notas da Primeira Família do Real é importante analisar a marca d’água e o relevo. Nas cédulas da Segunda Família, verifique a marca d’água, o número escondido e a faixa holográfica (nas notas de 50 e 100 reais) e o número que muda de cor (nas notas de 10 e 20 reais).
“Se, mesmo após a conferência, persistir suspeita quanto à autenticidade da nota, o receptor pode e deve recusá-la”, sinaliza Bessa.
O cidadão também precisa estar atento para não repassar cédulas suspeitas. É crime repassar uma nota falsa, mesmo tendo recebido de boa-fé. A pena estabelecida no Código Penal é de seis meses a dois anos de detenção. Cédulas falsas não são trocadas: o correto é encaminhá-las para exame na rede bancária, solicitando o recibo de retenção.
Como proceder no caso de receber uma cédula suspeita:
a) de um terminal de autoatendimento ou caixa eletrônico:
- dentro de uma agência bancária e durante o expediente - neste caso é indispensável retirar um extrato que comprove o saque, preferencialmente no mesmo terminal, e encaminhar-se ao gerente da agência para pedir providências. Se não obtiver solução satisfatória com o gerente do banco o cidadão deve procurar uma delegacia policial mais próxima (Civil ou Federal) para registrar uma possível ocorrência;
- fora de uma agência ou do horário do expediente bancário - o cidadão deve retirar um extrato que comprove o saque, preferencialmente no mesmo terminal, e procurar em seguida uma delegacia policial mais próxima (Civil ou Federal) para registrar uma possível ocorrência. Na primeira oportunidade, dirigir-se ao gerente de sua agência bancária para pedir providências;
b) numa transação do dia a dia:
- caso tentem lhe passar uma cédula ou moeda que, após observação dos elementos de segurança e/ou comparação com uma cédula legítima apresente sinais evidentes de que pode se tratar de uma falsificação, é um direito do cidadão recusar o recebimento da mesma. É fundamental sempre recomendar ao dono do exemplar suspeito que procure uma agência bancária ou uma representação do Banco Central do Brasil para solicitar o exame do referido exemplar.
Fonte: Banco Central do Brasil

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Leilão

Interessados em adquirir casa ou apartamento por meio de leilões imobiliários devem prestar bastante atenção antes de fechar negócio. Esse tipo de transação costuma contemplar imóveis com preços abaixo do mercado, mas o comprador deve estar atento para não comprar uma dívida. “Em muitos casos, junto com o imóvel vêm cobranças de condomínio e de IPTU, que são transferidas e passam a ser responsabilidade do novo dono”, explica o advogado Tomás Sousa.
Segundo ele, antes de tudo, é fundamental verificar as certidões e o estado do imóvel. “Muitos leilões hoje são digitais. Por meio da internet é possível consultar as regras do edital e ver detalhes importantes sobre o local”, diz.
Além de fazer um levantamento minucioso das dívidas antigas, é preciso avaliar as melhores formas de pagamento para não prejudicar o orçamento familiar. Sousa faz um alerta para contratos que preveem a chamada alienação fiduciária, regulamentada em 2004: “Nestes casos, se o comprador deixar de pagar o imóvel por três meses, ele corre o risco de perder o bem.”
Fuja de armadilhas:
- antes de tudo, visite o imóvel e verifique o estado de conservação. Caso não tenha essa possibilidade, converse com vizinhos e funcionários do local e apure as condições de uso;
- leia a análise do processo que deu origem à venda pública do imóvel e avalie a natureza da dívida, débitos civis e tributários, hipoteca e ações contra o imóvel e antigos moradores. Levante também as dívidas deixadas pelo atual ocupante e certifique-se que não há ações judiciais;
- dê preferência por imóveis desocupados. Adquirir um bem com moradores dentro não é o ideal. O processo judicial para concluir o despejo pode ser caro e demorado;
- leia o edital com atenção e peça assessoria jurídica caso não se sinta seguro ou não entenda o conteúdo;
- avalie a melhor forma de pagamento. Veja se o preço do imóvel cabe no orçamento familiar;
- registre o imóvel após a arrematação; e
- caso o leilão seja cancelado por decisão do comprador, a multa poderá chegar a 20% sobre o valor do bem, além dos custos com comissão ao leiloeiro (5% sobre o valor da arrematação).

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Atualmente, passar pelo ritual do casamento já não é mais obrigatório para os casais que querem morar juntos. Com tanta liberdade, surge uma dúvida: morar juntos e ter uma união estável é, legalmente falando, o mesmo que estar casado? Os direitos e deveres são os mesmos? A resposta neste caso é: não.
Vamos então falar sobre as diferenças entre União Civil, União Estável e Casamento. Pela Lei, para formalizar uma união é preciso a intervenção do Estado, de um juiz. Portanto, só ir morar junto não dá o direito de preencher documentos públicos como se fosse “casado”. É preciso passar por um rito formal para ter o estado civil alterado. Sendo assim, você é legalmente “solteiro” até que se case formalmente.
A união estável acontece quando duas pessoas passam a viver juntas e formam uma família. As pessoas até podem fazer um pacto de união estável em um cartório, mas é uma escolha do casal e não tem efeito no estado civil das pessoas envolvidas. Já o casamento é formalizado por meio de uma celebração feita por um juiz de paz ou de direito. Depois, o casamento vai para o registro civil público e sai uma certidão de casamento. Nesta situação, há alteração do estado civil.
No caso da União Civil, ela ocorre quando duas pessoas do mesmo sexo constituem uma unidade familiar, formando uma união “homoafetiva”. De acordo com a nova resolução brasileira, os cartórios têm a obrigação de celebrar o casamento gay ou converter a união civil de homossexuais em casamento.
Direitos e Deveres
Enquanto a união estável é uma relação que se estabelece naturalmente, sem formalidade, a união civil e o casamento são negócios jurídicos, um ato formal. Com isso, as diferenças entre uma e outra forma de união são basicamente quanto ao regime de bens, direito das sucessões e herança.
No que diz respeito à herança, na prática, a pessoa que opta pela união estável tem direito a uma parte menor do patrimônio da pessoa que faleceu, em comparação com uma pessoa na mesma situação que tenha optado pela união civil ou casamento. Quando a união é formalizada civilmente, 50% dos bens do casal são, necessariamente, do cônjuge. No caso da união estável, esse percentual depende de testamento, do número de herdeiros etc e pode haver questionamento da família do falecido. Outro problema da união estável é que, muitas vezes, é preciso brigar na Justiça para obter direito a benefícios como pensão e ser dependente em plano de saúde.
No caso de previdência complementar, há o reconhecimento da união estável, inclusive entre companheiros(as) do mesmo sexo. Para tanto, é necessário que o companheiro seja indicado como beneficiário do plano em caso de óbito, seguindo-se da comprovação de que ambos conviviam em união estável.

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Não assine

Receber a sua revista favorita em casa é de uma praticidade sem tamanho. Porém, será que ela é realmente necessária na sua vida? Será que gera economia? Vamos pensar juntos...
Muitas vezes vemos nas propagandas descontos de até 20% no valor de assinaturas bianuais, além de brindes e até milhas aéreas. A tentação é grande e as parcelas, muitas vezes, são bem pequenas e cabem no orçamento.  Mas esse não deve ser o único critério de avaliação. O mais importante é: você realmente consegue aproveitar esse serviço?
Mariana Oliveira, administradora, adora revista de moda e resolveu assinar uma de suas favoritas: Vogue. Bastaram alguns meses de trabalho mais intensos para as revistas começarem a acumular na sua sala de estar, ainda lacradas. “Percebi que era um desperdício de dinheiro porque não conseguia ler antes da nova revista chegar, criando um círculo vicioso. Desisti da assinatura e passei a comprar apenas quando tinha tempo para ler”, constatou a administradora.
Portanto, antes de aceitar aquela proposta inédita e imperdível, feita exclusivamente para você, da atendente de telemarketing que ligou para a sua casa, pense: o valor da assinatura não está no preço, nem nos brindes, mas no seu uso efetivo.

Leasing

Muitos consumidores desconhecem, mas caso tenham o carro comprado por leasing roubado ou furtado não precisarão continuar pagando as parcelas. A decisão foi tomada pela 2ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, por entender que o comprador, ao adquirir o veículo, já é obrigado a fazer um seguro beneficiando as financeiras. A medida vale para todo o território nacional.
O leasing, ou arrendamento mercantil, é uma operação em que o proprietário de um bem o arrenda a um terceiro, que terá a posse e poderá usufruir dele enquanto vigorar o contrato, com a opção de adquiri-lo ou não definitivamente no final.
Nesse tipo de contrato, o cliente fica obrigado a pagar uma espécie de aluguel mensal (as contraprestações) e deve cumprir as obrigações específicas assumidas, como o pagamento de seguros, do IPVA e de eventuais multas. O veículo fica no nome da empresa até o fim das prestações. Só após pagar toda a dívida, o consumidor passa a ser dono do carro.
O advogado Daniel Sá explica que além de determinar a abrangência nacional da decisão, a justiça ainda estabeleceu que todos os clientes que tiveram o carro roubado e quitaram o contrato, nos últimos dez anos, sejam ressarcidos em dobro pelos bancos. “Pessoas que estão nessa situação devem acionar o tribunal de pequenas causas”, orienta.
A estudante Ane Rebelo, 19 anos, teve o carro roubado em 2009. Sem saber o que fazer continuou pagando as prestações do carro adquirido por meio de leasing. “Depois dessa decisão, vou entrar na justiça para reaver o que gastei”, conta.
Saiba mais sobre o leasing
Pessoas jurídicas ou físicas podem contratar o leasing. Os contratos de arrendamento mercantil devem ter um prazo mínimo de 24 meses para bens com vida útil de até cinco anos e de 36 meses para os demais.
No leasing há cobrança do Valor Residual Garantido, pago independentemente do valor das prestações mensais e dos juros, e se constitui em uma garantia da empresa arrendadora, para a eventualidade de o consumidor não exercer sua opção de compra. Neste caso, o bem é leiloado para terceiros, vendido pela melhor oferta sem avaliação prévia e sem preço mínimo.
No final do prazo, o consumidor pode prorrogar o contrato, fazer a opção de compra, desistir da compra (devolver o bem) ou ainda indicar outro comprador, que irá adquirir o bem pelo valor calculado de acordo com os valores das contraprestações pagas.
Em caso de inadimplência, o bem é retomado pela financeira e depois vendido. Se o valor obtido no mercado for menor do que consta no contrato, o cliente deverá cobrir a diferença, descontadas as prestações pagas por ele.

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Realize

Você trabalha para viver ou vive para trabalhar? A diferença pode parecer sutil, mas é grande. Felizmente, o brasileiro não adotou completamente a cultura do viciado em trabalho e entende que trabalhar é algo que a gente deve gostar de fazer, mas muitas vezes faz principalmente porque precisa do dinheiro para viver. Viver sem dinheiro é possível, como mostraram experimentos como o da alemã Heidemarie Schwermer ou o da família Fellmer (também alemã), mas a verdade é que dá muito trabalho. Não foi à toa que nossa civilização evoluiu do escambo para o dinheiro.
A utilização do dinheiro, porém, traz consigo o distanciamento desta simples verdade: dinheiro não é mais que um meio para conseguirmos tanto coisas de que precisamos (comida, abrigo e saúde) quanto aquelas que fazem a vida mais confortável. Todos nós, de vez em quando, nos esquecemos disso, mas para tudo tem remédio. Pegue seu salário e divida-o pelo número de horas trabalhadas no mesmo período. O resultado é o quanto você recebe por hora, em média. Por exemplo, um empregado que ganha R$ 4 mil mensais e trabalha 160 horas por mês (40 por semana) ganha, em média, R$ 25 por hora de trabalho.
Você pode usar esse número para muitas coisas, como calcular quantas horas precisa trabalhar para comprar aquele celular que tanto deseja. Em nosso exemplo, um celular de R$ 900 custará 36 horas de trabalho (R$ 900 dividido por R$ 25/hora dá 36 horas). É quase uma semana inteira ralando para nada mais que comprar um telefone. De posse desses dados, cabe apenas a você decidir se a compra vale a pena, pois só você sabe (ou deveria saber) quais seus objetivos. Viver de forma financeiramente inteligente significa perg

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planejamento

Para garantir uma vida mais tranquila na aposentadoria é preciso planejamento e disciplina. “Quanto antes você começar a poupar, melhor”, destaca o consultor financeiro Rubens Alencar. Segundo ele, aqueles que já possuem um plano de previdência complementar devem rever anualmente os valores de contribuição. “O mundo passa por constantes modificações e não podemos ficar para trás. É preciso avaliar constantemente o crescimento do custo de vida e as reais intenções para esta etapa da vida. Não adianta você sonhar grande, mas investir pouco. É preciso muita cautela e pé no chão”, explica.
De acordo com Santana, é preciso colocar no papel todos os sonhos e objetivos a serem alcançados na aposentadoria e quanto isso custará. “O ideal é que a pessoa aumente todos os anos o valor da contribuição, mesmo que seja só um pouquinho. Para isso, é preciso poupar e evitar gastos desnecessários.”
Para garantir uma vida confortável, a servidora pública Eliane Marques Santana, de 45 anos, não poupa esforços. “A cada dois anos reajusto por conta própria o valor da minha contribuição. Fico de olho na inflação e faço uma análise detalhada para ver qual o valor ideal a ser investido. Tem muita gente que acha isso besteira, mas não é. Se você não cuidar da sua saúde financeira agora, pode se complicar bastante mais na frente”, avalia.
Eliane não está sozinha nessa jornada: “particularmente, tenho sorte, pois se aumento minha contribuição em R$ 50, por exemplo, a empresa em que trabalho faz o mesmo”, comenta. No caso, essa empresa é a Patrocinadora do plano de previdência da Eliane e, por isso, ela conta com o benefício da paridade, ou seja, com a vantagem de contar com depósitos mensais feitos pela empresa no mesmo valor das contribuições mensais que ela deposita. Se você tem acesso a esse benefício, aproveite-o, pois nem todos os planos dos fundos de pensão contam com esse diferencial. Os planos instituídos, geralmente oferecidos por associações ou entidades de classe, são mantidos somente com as contribuições dos próprios participantes. Vale ressaltar que, ainda assim, eles costumam ser mais vantajosos que planos de previdência oferecidos pelos bancos, como o PGBL e o VGBL, em função das taxas reduzidas.

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Tarifas

Para facilitar o entendimento do consumidor sobre os serviços bancários, o Conselho Monetário Nacional (CMN) trabalha na edição de normas que visam proteger o cidadão. Em março, o Conselho aprovou três resoluções que aumentam a transparência das informações na contratação de serviços bancários, de operações de crédito e de câmbio. As medidas buscam facilitar o entendimento da natureza e dos custos envolvidos, reduzir a assimetria de informações e permitir aos consumidores fazer comparações dos preços dos serviços praticados pelos bancos.
As instituições financeiras devem informar aos clientes o Valor Efetivo Total (VET), previamente à contratação de operações de câmbio para liquidação pronta (no mesmo dia). O VET já é informado ao cliente na compra de moeda estrangeira para viagens internacionais, e engloba a taxa de câmbio, os tributos incidentes e as tarifas cobradas. As informações devem ser enviadas ao BC, que divulgará mensalmente, no site e em aplicativos para dispositivos móveis, um quadro comparativo do VET, praticado pelas instituições autorizadas.
A partir de 1º de julho, os bancos deverão oferecer três novos pacotes padronizados de serviços associados a contas de depósito, além do pacote padronizado (gratuito) já exigido pelo BC, que inclui serviços de cadastro, cheque, saque, extrato e transferência de recursos. Os novos pacotes facilitarão a avaliação dos correntistas sobre os valores cobrados por cada banco.
Nas operações de crédito, também a partir de 1º de julho, as instituições deverão incluir o Custo Efetivo Total (CET), que corresponde a todos os encargos e despesas incidentes nessas transações, nos contratos de crédito e de arrendamento financeiro, além de informar os percentuais de cada componente do fluxo da operação em relação ao valor total, e o valor em reais de cada componente.
Tarifas bancárias
Em novembro de 2010, o CMN editou resolução sobre tarifas de cartões de crédito. As empresas só podem cobrar por cinco serviços: anuidade, emissão de 2º via, saque, pagamento de contas no cartão e avaliação emergencial de limite de crédito. O pagamento mínimo da fatura não pode ser inferior a 20% do valor total da fatura. A remessa de cartão sem a prévia solicitação do cliente é proibida. Entre as punições possíveis para as administradoras estão advertência e multa.
“Essas medidas para o setor de cartões de crédito ajudam a evitar que as famílias brasileiras se endividem em excesso e também contribuem para melhorar o relacionamento entre a indústria de cartões e os clientes”, disse o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini.

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