O Copom é o Comitê de Política Monetária do Banco Central, cuja função é definir as diretrizes da política monetária. No entanto, é pela sua atribuição de definidor da taxa básica de juros do País que ele ficou famoso. Composto pelos oito membros da Diretoria Colegiada do Banco Central, ele é presidido pelo presidente do Banco Central. Também integram o grupo de discussões os chefes de departamento, consultores, o secretário-executivo da diretoria, o coordenador do grupo de comunicação institucional e o assessor de imprensa.
As reuniões acontecem a cada 44 dias e duram 2 dias. No primeiro dia das reuniões, os chefes de departamento apresentam uma análise da conjuntura doméstica abrangendo inflação, nível de atividade, evolução dos agregados monetários, finanças públicas, balanço de pagamentos, economia internacional, mercado de câmbio, reservas internacionais, mercado monetário, operações de mercado aberto, avaliação prospectiva das tendências da inflação e expectativas gerais para variáveis macroeconômicas.
No segundo dia, do qual participam apenas os membros do Comitê e o chefe do Depep (Departamento de Estudos e Pesquisas do Banco Central), sem direito a voto, os diretores de Política Monetária e de Política Econômica, após análise das projeções atualizadas para a inflação, apresentam alternativas para a taxa de juros de curto prazo e fazem recomendações acerca da política monetária. Em seguida, os demais membros do Copom fazem suas ponderações e apresentam eventuais propostas alternativas. Ao final, é feita a votação das propostas, buscando, se possível, o consenso. A decisão final - a meta para a Taxa Selic e o viés, se houver - é imediatamente divulgada à imprensa, ao mesmo tempo em que é expedido Comunicado através do Sistema de Informações do Banco Central (Sisbacen).
E o que você tem a ver com isso? Tudo! A taxa de juros é usada como instrumento para controle dos preços. Quanto mais alta, mais caras ficam as linhas de crédito ao consumidor e ao setor produtivo e menor é o consumo. A taxa alta também atrai investimento especulativo. Quem investe em títulos brasileiros é remunerado pelos juros. Quanto mais altos, maior será a rentabilidade. Assim, entram dólares no mercado interno, aumentando a oferta da moeda norte-americana e mantendo a cotação dela controlada. Como os preços ao consumidor também sofrem influência do câmbio, a atração de investimentos usando juros altos impede uma disparada da inflação.

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